Cientistas japoneses desenvolvem plástico que se dissolve em água do mar

 




Cientistas japoneses criaram um plástico biodegradável que se dissolve completamente em água salgada em apenas uma hora, sem deixar resíduos tóxicos ou microplásticos. Essa inovação representa um avanço significativo na luta contra a poluição oceânica, um dos maiores desafios ambientais globais.

Pesquisadores do Centro RIKEN para Ciência de Materiais Emergentes, em parceria com a Universidade de Tóquio, desenvolveram um material tão resistente quanto os plásticos convencionais, mas com capacidade de decomposição rápida quando exposto ao ambiente marinho. A tecnologia pode transformar a indústria de embalagens e ajudar a preservar os ecossistemas oceânicos.


Como funciona esse plástico inovador que desaparece na água?

novo material utiliza polímeros supramoleculares formados pela combinação de dois monômeros iônicos: hexametafosfato de sódio, um aditivo alimentar comum, e compostos à base de íon guanidínio. Essas moléculas criam ligações reversíveis chamadas pontes salinas que conferem resistência durante o uso.

  • Dissolução completa em aproximadamente 60 minutos quando agitado em água do mar, sem gerar fragmentos poluentes
  • Os componentes originais são processados por bactérias naturalmente presentes no oceano, evitando acúmulo de microplásticos
  • O material também se decompõe no solo em cerca de 10 dias, liberando nutrientes como fósforo e nitrogênio para as plantas
  • Processo de dessalinização durante fabricação remove íons salinos, garantindo resistência antes do descarte

Quais vantagens esse plástico oferece em relação aos materiais convencionais?

Diferente dos plásticos tradicionais que permanecem no ambiente por séculos, esse material combina durabilidade durante o uso com degradação rápida após o descarte. A tecnologia resolve um dos maiores problemas dos plásticos biodegradáveis existentes, que exigem condições específicas para decomposição

O novo plástico é atóxico, não inflamável e não emite dióxido de carbono durante a degradação. Pode ser moldado em diferentes formas e texturas, desde superfícies flexíveis semelhantes ao silicone até estruturas rígidas resistentes, ampliando suas aplicações em embalagens, utensílios descartáveis e até dispositivos médicos impressos em 3D





fonte :https://catracalivre.com.br/noticias/o-japao-cria-um-novo-material-que-resolve-um-dos-maiores-problemas-do-mundo/


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